Os negros nativos da América: tempo suficiente?

Eu havia discutido, numa postagem anterior, a relação (ou a possível falta desta) entre seleção e a cor da pele em seres humanos. Naquela ocasião eu havia argumentado que há bons indícios, ou pelo menos indícios que devem ser adequadamente explicados, que nos levam a crer que a seleção não é o único fator a determinar a cor da pele em humanos, e que essa característica pode em boa medida ser determinada também por deriva genética associada a uma estampagem sexual. Continuar lendo

Seleção e especulação

O método científico é a principal diferença entre as ciências e as outras formas de aquisição de conhecimento. Através do método podemos não só organizar nosso conhecimento prévio sobre determinada área do saber, mas principalmente coletar novas informações e dar um sentido adequado e coerente a essas informações. Na verdade, o método científico tem mais a ver com a eliminação de explicações estapafúrdias e místicas do que propriamente com a elaboração de explicações corretas. Noutras palavras, a ciência é mais um processo de eliminar as explicações equivocadas do que um processo de encontrar as explicações corretas. Continuar lendo

Seleção e evolução não são sinônimos

Disse Borges (ou escreveu) no prólogo de Elogio das sombras: “O tempo ensinou-me algumas astúcias: evitar os sinônimos, que têm a desvantagem de sugerir diferenças imaginárias”. Enquanto Borges, discorrendo sobre sua estética, levantou a questão de se imaginar diferenças onde elas não existem, a presente e breve nota tem o intuito oposto: mostrar que abundam diferenças entre conceitos que julgamos perfeitamente intercambiáveis. Continuar lendo