Os 150 anos de “On the origin of species”

Nunca fui de dar muita importância para datas “redondas” (os 100 anos do nascimento de alguém, os 10 anos de algum campeonato, os 40 anos de alguma tragédia…), mas compreendo a importância que certos números têm para o imaginário de nossa espécie. O Réveillon, por exemplo, é apenas uma noite como outra qualquer, mas é interessante pensar que ela é imbuída de um significado especial. Continuar lendo

Darwin, Lamarck e formigas

Quem acompanha este blog já deve ter percebido que tenho uma série de críticas à maneira como a biologia evolutiva é explorada no ensino médio (sempre acabo sem querer escrevendo “segundo grau”), bem como à maneira como esses conhecimentos são avaliados. Não só há incorreções, como elas são praticamente as mesmas, em diferentes materiais didáticos, de diferentes cidades e épocas. Na verdade, os livros de biologia de ensino médio do Brasil são assombrosamente parecidos: até a sequência dos capítulos é a mesma! Lembro-me de em 94 ter vindo às minhas mãos, por acidente, um livro de biologia francês, de um nível equivalente ao nosso segundo grau (mas um pouco mais aprofundado, pois era para o baccalauréat scientifique)… fiquei fascinado: não porque o livro fosse fantástico, mas sim porque a abordagem era tão diferente, a sequência dos capítulos e a estruturação em geral era tão incomum, as questões eram tão inesperadas… devo confessar que me arrependo até hoje de ter devolvido o livro para o dono; mas, enfim, temos que praticar a honestidade. Continuar lendo

Uma introdução…

“Nas últimas décadas, entre certos círculos de biólogos, tem sido observada uma tendência de se usar cada vez menos o termo “darwinismo”, pois a biologia evolutiva, enquanto ciência, é uma composição dinâmica de conceitos e paradigmas que se substituem, se complementam, se unem ou se destroem (o que de fato caracteriza as ciências em geral) em seu desenrolar epistemológico. Continuar lendo