Mais especulações: zebras e moscas

Este curto artigo é um retorno, quase uma nota de rodapé, a dois posts anteriores (que podem ser lidos aqui e aqui), nos quais eu tratei de um tema que me parece importante: o caráter especulativo das explicações acerca de um processo seletivo. Continuar lendo

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Evolução: testável e falseável

Eu tive um professor de filosofia bastante competente, do qual eu e boa parte da turma gostávamos muito. Na verdade, ele nos deu aulas em uma cadeira intitulada introdução à filosofia, que possuía apenas um terço da carga horária da cadeira de filosofia que meu curso originalmente possuía. Não irei citar seu nome aqui por uma questão elementar de privacidade — se ele ler esse post, o que é altamente improvável, ele vai saber que falo dele; para os demais leitores do blog, o que interessa é a história, e não os personagens. Oriundo das ciências humanas, ele tinha uma visão epistemológica um pouco diferente da nossa, criados dentro das ciências naturais, e seguia uma linha popperiana. Devo confessar (confissões são muito perigosas na internet atual, e portanto confessarei apenas o necessário) que nunca li Popper, o que conheço das ideias dele é o que li de terceiros, ou seja, o que outros autores escreveram sobre Popper. Já tive o prazer de ler Kuhn e, se Popper for uma leitura tão agradável quanto Kuhn, definitivamente vale a pena. Continuar lendo

Reversão geomagnética e equilíbrio pontuado: uma possível relação?

Este artigo não é um “post” no sentido convencional: não é um ensaio sobre algum assunto já conhecido, nem a análise de algum tema em biologia evolutiva. Na verdade, trata-se de uma idéia para pesquisa, provavelmente inexeqüível, que me veio à mente quando li um livro sobre Teoria do Caos. Costumo pensar em propostas de pesquisas em algumas áreas que nem são a minha; elaborar hipóteses é uma tarefa divertida. Como a maioria delas não podemos, por uma razão ou outra, testar, porque não divulgá-las, caso alguém se interesse em pesquisá-las? É o que pretendo fazer aqui. Esse “post”, portanto, é direcionado para quem trabalha nesta área de pesquisa. Já adianto, contudo, que a hipótese não se apresenta cientificamente rigorosa, e penso que é um trabalho muito complicado pô-la à prova. Continuar lendo