Plutarco, Bernard Shaw, Thoreau e outras celebridades

Minha postagem sobre o vegetarianismo pode ter se afastado um pouco do escopo deste blog, mas não muito, uma vez que as razões que usei para argumentar a favor do vegetarianismo são sobretudo de natureza ecológica e etológica, ou seja, a devastação ambiental e o sofrimento animal, que relacionam-se fortemente com a biologia evolutiva.

Já tinha algumas leituras acumuladas sobre esse tema, como “Animal liberation” de Peter Singer, “A vida dos animais” de Coetzee e “Eating animals”, de Jonathan Foer. Ainda assim, para escrever aquele artigo especificamente, fiz algumas pesquisas e leituras adicionais na internet, para colher outros materiais. E, durante essas pesquisas, um pequeno aspecto em particular me incomodou um pouco, e dele farei o tema desta nota: a questão das “celebridades”.

Isaac Bashevis Singer, uma celebridade vegetariana: "Para os animais, todos os homens são nazistas"

Entre as várias fontes de informação (a maior parte não confiável) nas quais fiz minhas pesquisas encontrei, aqui e acolá, listas com pessoas famosas ou celebridades vegetarianas, veganas ou simpatizantes com a questão do sofrimento animal de outras maneiras (não comprando casacos de pele ou, como o diligente Harrison Ford, lutando contra o tráfico de animais silvestres). Nestas listas aparecem pessoas como Joaquim Phoenix, Gwyneth Paltrow, Moby, Alicia Silverstone, Alanis Morissette, Bryan Adams, Carl Lewis, Brad Pitt, Brigitte Bardot, Tobey Maguire… O que há de errado com essas pessoas? Absolutamente nada: são pessoas famosas e com cuja causa me identifico.

A questão é outra: a atual e inaceitável noção de celebridade. Para o moderno estado de pobreza da língua (e não é só um fenômeno do português, mas mundial…), celebridade é basicamente um ator, ou uma apresentadora de TV, ou uma cantora pop de playbacks ou um participante de um reality show qualquer… Mas celebridade não é isso. Uma celebridade é uma pessoa que se tornou célebre por suas criações, feitos ou ações. Vejamos como o Houaiss define célebre:

1. que tem fama; afamado, famoso
2. distinto pelo saber, mérito e demais qualidades louváveis; notável, ilustre

Para quem ainda não entendeu, uma lista de celebridades não é a relação de convidados para a festa do Oscar, mas algo como isso: Alexandre o Grande, Galileu Galilei, Júlio César, Dante Alighieri, Napoleão Bonaparte, William Shakespeare, Charles Chaplin, Pablo Picasso e Cristóvão Colombo. Percebe-se facilmente a diferença.

Por essa razão, decidi fazer a minha lista de celebridades vegetarianas. Após cada nome, pus uma pequena biografia (Observação: as citações estão em inglês, mas não significam que o autor as tenha escrito nessa língua, como é o caso óbvio de Rousseau ou Plutarco. Poderia tê-las traduzido, mas minha indolência impediu tal façanha).

  • Plutarco de Queronéia: Tendo o nome romano de Lucius Mestrius Plutarchus, Plutarco nasceu por volta do ano 46, em Queronéia, na Beócia, e morreu em 120. Filósofo e biógrafo, escreveu as famosíssimas “Vidas”, ou “Vidas dos nobres gregos e romanos” (com a biografia de Alexandre, Teseu, Sólon, Alcibíades, Péricles, Júlio César e Pompeu, entre outros), e a “Moralia”. Eis uma citação da “Moralia”:

Can you really ask what reason Pythagoras had for abstaining from flesh? For my part I rather wonder both by what accident and in what state of soul or mind the first man did so, touched his mouth to gore and brought his lips to the flesh of a dead creature, he who set forth tables of dead, stale bodies and ventured to call food and nourishment the parts that had a little before bellowed and cried, moved and lived. How could his eyes endure the slaughter when throats were slit and hides flayed and limbs torn from limb? How could his nose endure the stench? How was it that the pollution did not turn away his taste, which made contact with the sores of others and sucked juices and serums from mortal wounds?

  • Bernard Shaw: George Bernard Shaw (1856-1950) foi um dramaturgo e romancista irlandês, Prêmio Nobel de Literatura em 1925. Sua obra mais famosa é “Pigmalião”, por cujo roteiro adaptado ganhou um Oscar (curiosidade absolutamente inútil: é a única pessoa no mundo a ter ganho um Nobel e um Oscar).

When a man of normal habits is ill, everyone hastens to assure him that he is going to recover. When a vegetarian is ill (which fortunately very seldom happens), everyone assures him that he is going to die, and that they told him so, and that it serves him right. They implore him to take at least a little gravy, so as to give himself a chance of lasting out the night. – Bernard Shaw, Saturday Review, 21 de maio, 1898

  • Leonardo da Vinci: Leonardo de ser Piero da Vinci (1452-1519) foi, certamente, o mais versátil talento da renascença italiana: pintor, desenhista, escultor, inventor, arquiteto e engenheiro.

Truly man is the king of beasts, for his brutality exceeds theirs. We live by the death of others: We are burial places! – Leonardo da Vinci, “Notas”

  • Bashevis Singer: Escritor Judeu-Polonês, Singer (1902-1991) emigrou para os EUA em 35, após a ascensão do nazismo. Ganhou o Nobel de literatura em 1978. Há várias citações interessantes de Singer, das quais destaco duas:

In his thoughts, Herman spoke a eulogy for the mouse who had shared a portion of her life with him and who, because of him, had left this earth “What do they know – all these scholars, all these philosophers, all the leaders of the world – about such as you? They have convinced themselves that man, the worst transgressor of all the species, is the crown of creation. All other creatures were created merely to provide him with food, pelts, to be tormented, exterminated. In relation to them, all people are Nazis; for the animals it is an eternal Treblinka.” – “The Letter Writer”

The same questions are bothering me today as they did fifty years ago. Why is one born? Why does one suffer? In my case, the suffering of animals also makes me very sad. I’m a vegetarian, you know. When I see how little attention people pay to animals, and how easily they make peace with man being allowed to do with animals whatever he wants because he keeps a knife or a gun, it gives me a feeling of misery and sometimes anger with the Almighty. I say “Do you need your glory to be connected with so much suffering of creatures without glory, just innocent creatures who would like to pass a few year’s in peace?” I feel that animals are as bewildered as we are except that they have no words for it. I would say that all life is asking: “What am I doing here?” – Newsweek interview, 16 de outubro, 1978

  • Einstein e Newton: Não há evidências de que Newton ou Einstein tenham sido vegetarianos por longos períodos, mas sim uma coincidência: ambos pararam de comer animais nos fins de suas vidas (Newton, provavelmente, 5 anos antes de sua morte; Einstein 1 ano antes). Ainda assim, Einstein se mostrava simpático ao hábito, como fica claro em uma de suas cartas:

Although I have been prevented by outward circumstances from observing a strictly vegetarian diet, I have long been an adherent to the cause in principle. Besides agreeing with the aims of vegetarianism for aesthetic and moral reasons, it is my view that a vegetarian manner of living by its purely physical effect on the human temperament would most beneficially influence the lot of mankind. – Carta a Hermann Huth, 27 de dezembro, 1930. Einstein Archive 46-756

  • Franz Kafka: Kafka (1883-1924), na minha modesta opinião (que não se encontra sozinha), foi um dos maiores escritores de todos os tempos, e isso não é pouca coisa. Jonathan Foer cita um comentário de Max Broad, amigo de Kafka, bastante elucidativo sobre sua personalidade singular:

Suddenly he began to speak to the fish in their illuminated tanks. “Now at last I can look at you in peace, I don’t eat you anymore.” It was the time that he turned strict vegetarian. If you have never heard Kafka saying things of this sort with his own lips, it is difficult to imagine how simply and easily, without any affectation, without the least sentimentality — which was something almost completely foreign to him — he brought them out.

  • Henry Thoreau: Henry David Thoreau (1817-1862) foi um escritor norte-americano, cuja obra mais famosa é “A desobediência civil”, que teve uma enorme influência sobre Gandhi. Em “Walden” ele não só propõe como vivencia de fato um modo de vida mais simples e menos consumista, o que para o século XIX seria considerado impensável e impraticável. Eis uma citação extraída do “Walden”:

It may be vain to ask why the imagination will not be reconciled to flesh and fat. I am satisfied that it is not. Is it not a reproach that man is a carnivorous animal? True, he can and does live, in a great measure, by preying on other animals; but this is a miserable way – as anyone who will go to snaring rabbits, or slaughtering lambs, may learn – and he will be regarded as a benefactor of his race who shall teach man to confine himself to a more innocent and wholesome diet. Whatever my own practice may be, I have no doubt that it is a part of the destiny of the human race, in its gradual improvement, to leave off eating animals, as surely as the savage tribes have left off eating each other when they came in contact with the more civilised.

  • Mohandas Gandhi: Incorretamente chamado de Mahatma (que é apenas um ajdetivo), Mohandas Gandhi (1869-1948) foi o maior líder da Índia no século XX e principal responsável pela sua independência do Reino Unido, em 1948. Dele a seguinte citação:

The greatness of a nation and its moral progress can be judged by the way its animals are treated.

  • Jean-Jacques Rousseau: Rousseau (1712-1778) foi um filósofo, escritor e compositor suíço, uma das principais figuras do iluminismo e das influências intelectuais para a revolução francesa. Seu mais famoso livro é “Emílio”, ou “da educação”, do qual foi extraída a citação seguinte:

The animals you eat are not those who devour others; you do not eat the carnivorous beasts, you take them as your pattern. You only hunger for the sweet and gentle creatures which harm no one, which follow you, serve you, and are devoured by you as the reward of their service.

  • Leon Tolstoi: Leon, ou melhor, Lyev Nikolayevich Tolstoy (1828-1910) é um dos mais famosos escritores russos, autor de “Guerra e paz”. Dele retiro duas interessantes citações:

It is horrible! It is not the suffering and the death of the animals that is horrible, but the fact that the man without any need for so doing crushes his lofty feeling of sympathy and mercy for living creatures and does violence to himself that he may be cruel.

The wrongfulness, the immorality of eating animal food has been recognized by all mankind during all the conscious life of humanity. Why, then have people generally not come to acknowledge this law? The answer is that the moral progress of humanity is always slow; but that the sign of true, not casual Progress, is in uninterruptedness and its continual acceleration. And one cannot doubt that vegetarianism has been progressing in this manner.

  • Nikola Tesla: Tesla (1856-1943) foi um engenheiro e inventor sérvio, um dos pais da eletricidade e detentor de inúmeras patentes.

How to provide good and plentiful food is, therefore, a most important question of the day. On the general principles the raising of cattle as a means of providing food is objectionable, because, in the sense interpreted above, it must undoubtedly tend to the addition of mass of a “smaller velocity.” It is certainly preferable to raise vegetables, and I think, therefore, that vegetarianism is a commendable departure from the established barbarious habit. That we can subsist on plant food and perform our work even to advantage is not a theory, but a well-demonstrated fact. Many races living almost exclusively on vegetables are of superior physique and strength. There is no doubt that some plant food, such as oatmeal, is more economical than meat, and superior to it in regard to both mechanical and mental performance. Such food, moreover, taxes our digestive organs decidedly less, and, in making us more contented and sociable, produces an amount of good difficult to estimate. In view of these facts every effort should be made to stop the wanton and cruel slaughter of animals, which must be destructive to our morals. (Tesla, Century Illustrated Magazine, Junho de 1900)

  • Pitágoras de Samos: O famoso filósofo e matemático grego Pitágoras (c. 590 a.C. – c. 497 a.C.) tinha um motivo bem diferente dos demais componentes desta lista para não comer animais: acreditando na metempsicose, ele achava que um animal poderia conter a alma de entes próximos. Nenhum texto conhecido de Pitágoras sobreviveu; contudo, há uma interessante citação de Ovídio, nas “Metamorfoses”, em que ele põe voz em Pitágoras:

Alas, what wickedness to swallow flesh into our own flesh, to fatten our greedy bodies by cramming in other bodies, to have one living creature fed by the death of another! In the midst of such wealth as earth, the best of mothers, provides, nothing forsooth satisfies you, but to behave like the Cyclopes, inflicting sorry wounds with cruel teeth! You cannot appease the hungry cravings of your wicked, gluttonous stomachs except by destroying some other life.

  • Giovanni di Bernadone (Francisco de Assis): O famoso santo do catolicismo (1182-1226) não poderia ser outra coisa senão vegetariano… A ele é atribuída a citação abaixo, cuja autenticidade não pude verificar:

If you have men who will exclude any of God’s creatures from the shelter of compassion and pity, you will have men who deal likewise with their fellow men.

  • Voltaire: Juntamente com o já citado Rousseau, François-Marie Arouet (1694-1778) foi um dos mais importantes teóricos do iluminismo. Escritor e filósofo francês, era um defensor das liberdades civis, que, ao que parece, não ficavam restritas somente à espécie humana, como nos deixa claro o seguinte trecho, extraído do Dictionnaire Philosophique. Apesar de simpático ao vegetarianismo, deve-se salientar que não há evidências definitivas de que Voltaire tenha sido vegetariano.

How pitiful, and what poverty of mind, to have said that the animals are machines deprived of understanding and feeling . . . Judge (in the same way as you would judge your own) the behaviour of a dog who has lost his master, who has searched for him in the road barking miserably, who has come back to the house restless and anxious, who has run upstairs and down, from room to room, and who has found the beloved master at last in his study, and then shown his joy by barks, bounds and caresses. There are some barbarians who will take this dog, that so greatly excels man in capacity for friendship, who will nail him to a table, and dissect him alive, in order to show you his veins and nerves. And what you then discover in him are all the same organs of sensation that you have in yourself. Answer me, mechanist, has Nature arranged all the springs of feeling in this animal to the end that he might not feel? Has he nerves that he may be incapable of suffering?

  • Platão: Não há informações sobre os hábitos alimentares de Platão, e desta forma pouco podemos afirmar sobre um suposto vegetarianismo. Contudo, decidi incluí-lo nesta lista (junto com Voltaire, cujo vegetarianismo não é comprovado) por causa de uma passagem muito interessante da “República”, em que Sócrates discute como seria a cidade perfeita. Nesta cidade perfeita não se come carne, mais devido ao perdularismo do hábito que à questão do sofrimento animal. Este é o trecho:

Sócrates — Comecemos considerando como viverão as pessoas assim organizadas. Não produzirão trigo, vinho, vestuário, calçados? Não edificarão moradias? Durante o verão, trabalharão quase nuas e descalças, e, no inverno, vestidas e calçadas. Para se alimentar, prepararão farinha de cevada e de frumento, cozinhando esta e apenas amassando aquela; colocarão seus estupendos bolos e os seus pães em ramos ou folhas frescas e, deitadas em camas de folhagem, feitas de teixo e de murta, regalar-se-ão com seus filhos, bebendo vinho, com a cabeça coroada de flores, e cantando louvores aos deuses; passarão assim agradavelmente a vida juntos e regularão o número de filhos pelos seus recursos, para evitar os incômodos da pobreza e os temores da guerra.

Neste ponto, Glauco interveio:

— Parece-me que não dás nada a esses homens além de pão seco.

Sócrates — Tens razão. Esqueci-me de dizer que, evidentemente, eles terão sal, azeitonas, queijo, cebolas e esses legumes cozidos que se costumam preparar no campo. Como sobremesa, terão figos, ervilhas e favas; assarão na brasa bagas de murta e bolotas, que comerão, bebendo moderadamente. Assim, passando a vida em paz e com saúde, morrerão velhos, como é natural, e legarão aos filhos uma vida semelhante à deles.

Glauco — Se fundasses uma cidade de suínos, Sócrates, engordá-los-ias de maneira diferente?

Sócrates — Como devem então viver, Glauco?

Glauco — Como geralmente se vive. Devem se deitar em camas, penso eu, se quiserem sentir-se confortáveis, comer sentados à mesa e servir-se de pratos e de sobremesas hoje conhecidos.

Sócrates — Que assim seja, compreendo. Não estamos considerando apenas uma cidade em formação, mas também uma cidade repleta de luxo. Talvez o processo não seja mau; de fato, é possível que um tal exame nos mostre como a justiça e a injustiça se originam nas cidades. Contudo, creio que a verdadeira cidade deva ser a que descrevi como sã; agora, se quiserdes, examinaremos uma cidade tomada de excitação; nada impede que o façamos. Parece que muitos não se satisfarão com esse padrão de vida simples e com esse regime: terão leitos, mesas, móveis de toda a espécie, pratos requintados, essências aromáticas, perfumes para queimar, cortesãs, variadas iguarias, e tudo isto em grande quantidade. Portanto, já não podemos considerar apenas necessárias as coisas a que nos referimos no começo: moradias, vestuários e calçados; teremos de levar em conta a pintura e a arte de bordar, procurar ouro, marfim e materiais preciosos de todas as qualidades. Não é isso?

Glauco — É.

Sócrates — Sendo assim, precisamos aumentar a cidade, pois aquela que consideramos sã já não é suficiente, e enchê-la de uma multidão de pessoas que não estão nas cidades por necessidade, como os caçadores de toda a espécie e os imitadores, a turba dos que imitam as formas e as cores e a turba dos que cultivam a música: os poetas com seu cortejo de cantores ambulantes, atores, dançarmos, empresários de teatro, fabricantes de artigos de todo tipo e especialmente de adornos femininos. Precisaremos também de aumentar o número dos servidores; ou achas que não teremos necessidade de pedagogos, amas, governantas, criadas de quarto, cabeleireiros e também cozinheiros e mestres cozinheiros? E teremos necessidade também de porqueiros! Não existia nada disto na nossa primeira cidade, porque não havia necessidade, mas nesta será indispensável. E devemos acrescentar gado de toda a espécie, para aqueles que desejarem comer carne, não te parece?

6 comentários sobre “Plutarco, Bernard Shaw, Thoreau e outras celebridades

  1. Acho interessante sua preocupação com o vegetarianismo, nunca parei pra pensar realmente nesse tipo de “racionamento de carne”. No caso, não seria para fins ecológicos, a menos não tão diretamente, mas por uma simples vontade de preservar a vida animal, e diminuir o sofrimento deles. Como citou certa vez Carl Sagan, em um trecho de “Os dragões do Éden”, posteriormente acrescentado em “Bilhões e Bilhões”:

    “Não existe o direito à vida em nenhuma sociedade sobre a Terra hoje em dia, nem houve tal direito em nenhuma época no passado (com algumas raras exceções, como
    entre os jainistas da Índia): criamos animais nas fazendas para a matança; destruímos florestas; poluímos rios e lagos até que os peixes não possam mais viver nesses ambientes; matamos veados e alces por esporte, leopardos pelas suas peles e as baleias para fabricar
    fertilizantes: encurralamos golfinhos, arfando e se contorcendo, em grandes redes; matamos a pauladas filhotes de focas: e provocamos a extinção de uma espécie a cada dia. Todos esses animais e vegetais são tão Vivos como nós. O que é (calcadamente) protegido não é a vida. mas a vida humana.”

    Certo que o texto fala sobre aborto, mas ilustra bem essa questão da matança proporcionada pelo ser humano. Muito bom o blog, estou a acompanhar.

    • Obrigado pela citação do Sagan. Não tenho os Dragões do Éden, mea culpa, o único que li dele foi “O mundo assombrado pelos demônios”. Ah, e é claro, quando eu era adolescente na década de 80, assistir ao Cosmos domingo pela manhã…
      Abraço.

  2. Dragões do Éden é um excelente livro, na linha de biologia evolutiva e estudo de como a consciência humana se desenvolveu. Incrível como um autor que não é da área consegue escrever tão bem sobre o assunto.

  3. Brilhante e altamente reflexivo.( “Me digas com quem andas e te direi…”)
    Espelhando-me em voce e na Marisa sinto que estou fazendo algo errado, e preciso urgentemente corrigir-me.
    Beijão
    Claudio e Teresa

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